Science in the Making: documentos internos da Royal Society revelam como a Ciência foi sendo construída

Science in the Making: documentos internos da Royal Society revelam como a Ciência foi sendo construída

Nome do Produto/Serviço
Science in the Making

Organização mantenedora
The Royal Society, a academia científica britânica que, desde sua fundação em 1660, promove o desenvolvimento da Ciência por meio de publicações periódicas, como a pioneira Philosophical Transactions. Ostenta como membros ilustres: Isaac Newton, Benjamim Franklin, Caroline Herschel, Charles Darwin, Dorothy Crowfoot Hodgkin e Albert Einstein, entre tantos outros.

Responsáveis
Anne McLaughlin (gerente do projeto), Louisiane Ferlier (gerente de conteúdo digital) e Cogapp (agência de design digital)

Definição
Science in the Making, algo como Ciência em Construção, é uma plataforma online para pesquisa no acervo documental produzido e acumulado durante os últimos quatro séculos pela Royal Society no desenvolvimento de seus periódicos científicos. Resultado de um projeto iniciado em 2014 para digitalizar e indexar, além dos artigos publicados entre 1665 e 1996, também o arquivo de documentos relativos a essas publicações contendo notas originais, dados, ilustrações, cartas manuscritas, pareceres confidenciais de revisão por pares e até mesmo artigos rejeitados, em 2018 o projeto foi lançado em fase beta com apenas algumas centenas de documentos. Agora em abril de 2023, a plataforma oferece livre acesso a mais de 30 mil documentos manuscritos, alguns até já transcritos por trabalho colaborativo, mas sempre com alguma descrição, código de referência e eventualmente até a história custodial daquele item, totalizando cerca de 250 mil imagens. Cada um dos 2,9 mil membros da Royal Society também tem uma página específica, trazendo seus dados e o índice de artigos em que ele(a) é autor(a) ou apenas citado(a).

Objetivo
Democratizar o acesso ao material de arquivo da Royal Society relacionado às publicações científicas

Público
Pesquisadores e interessados em história da ciência

Custo
Gratuito

Por que ficar de olho?
Se criar e manter uma publicação científica já é um desafio e tanto nos dias atuais, com toda a tecnologia digital disponível para conectar autores, revisores, editores e público leitor, imagine o tamanho da encrenca enfrentada pelos membros da Royal Society em 1660, quando não havia tecnologia nem mesmo o método científico estava estabelecido. Destaca-se a grandiosidade do acervo digitalizado e disponibilizado para amplo acesso, não apenas em termos de volume mas de sua importância fundamental para o progresso do conhecimento humano. Fontes preciosas para quem se interessa por desvendar o contexto de produção de artigos seminais, do diálogo entre pares, dos comentários que ajudaram a lapidar conceitos que ajudaram a estruturar a medicina, a física, a biologia, a química, a astronomia e tantas outros ramos da Ciência.

Link
https://makingscience.royalsociety.org/

Com informações do Nexo Jornal.

Confira aqui algumas telas capturadas na navegação pelo Making the Science e mais abaixo o vídeo do lançamento da plataforma (em inglês):

Narração traduzida do vídeo de lançamento:

Bem-vindo à Science in the Making.

Em 1665, a Royal Society imprimiu a primeira edição de suas pioneiras Philosophical Transactions. Ao longo dos séculos, esta revista e outras que se seguiram apresentaram trabalhos de alguns dos mais importantes nomes da ciência, como Isaac Newton, Dorothy Crowfoot Hodgkin, e Chandrasekhara Venkata Raman.

Se você visitar a Royal Society em Londres, você vê prateleira após prateleira de edições encadernadas de nossos periódicos. Mas os artigos publicados nesses volumes são apenas a ponta do iceberg. E quanto a todas as notas originais, dados, ilustrações e cartas manuscritas, para não mencionar as revisões confidenciais por pares, que estão por trás das páginas acabadas? Ou os artigos que foram apresentados, mas rejeitados?

Considere este artigo de dezembro de 1858. Dois anos antes, os astrônomos Charles e Jessica Piazzi Smyth subiram ao topo de um vulcão em Tenerife para testar a teoria de Newton de que as observações do céu noturno são melhor executadas em altas montanhas, acima das nuvens. Seus resultados foram submetidos à Royal Society juntamente com fotografias estereoscópicas e ilustrações impressionantes para registrar como eles fizeram isso. O documento foi revisado por alguns dos principais cientistas da época, incluindo Sir John Herschel, que nomeou sete luas de Saturno e quatro de Urano. Charles Darwin também aprovou o artigo para publicação em Philosophical Transactions.

Com nossa nova plataforma, Science in the Making, você pode mergulhar abaixo da superfície. Volte no tempo para encontrar outros saltos monumentais na compreensão humana: das cartas de Newton a Henry Oldenburg discutindo projetos de telescópio às pacientes observações de Caroline Herschel sobre cometas celestiais. As pesquisas elétricas de Benjamim Franklin e Michael Faraday estão aqui, assim como as invenções fotográficas de Fox Talbot e as belas ilustrações de Franz Bauer, enfim, uma ampla gama de observações científicas.

Explore mais de 250 mil imagens, por enquanto, ou procure por observações individuais de qualquer ramo da ciência.

Science in the Making é uma nova maneira de explorar nossas coleções, fazer conexões dinâmicas entre os manuscritos dos autores e suas contrapartes impressas para mostrar como a ciência era realmente feita.

Compartilhamos algumas de nossas histórias. Agora cabe a você encontrar a sua.

Editoria