Arquivo Público e Prefeitura de Olímpia reforçam parceria e garantem preservação de documentos raros sobre imigração (1939–1942)
No dia 26 de janeiro de 2026, e equipe do Arquivo Público do Estado – composta pelo diretor Thiago Nicodemo; por Renato Soares Bastos, coordenador de Arquivo Digital; Carlos Eduardo Amand, chefe da Divisão de Preservação e Acesso Digital; Andresa Cristina Oliver Barbosa, chefe do Serviço de Ingresso e Logística; e Fernando Ribeiro, chefe da Divisão de Formação e Treinamento – realizou uma visita à Prefeitura Municipal de Olímpia. Uma primeira reunião ocorreu no Arquivo Público de Olímpia, com a participação da diretora Aracele Aparecida Rosa e Mariana Guimarães, arquivista responsável pelo acervo histórico da instituição. Durante o encontro, foram definidos os principais pontos para uma parceria estratégica entre as duas instituições.
A visita concentrou-se em dois temas centrais. O primeiro tratou do acompanhamento da implantação do SEI na Prefeitura de Olímpia, destacando como o município se tornou referência tanto no uso do sistema quanto na implementação de sua política de gestão documental. O segundo tema envolveu o recolhimento de fichas de estrangeiros, documentação até então sob a guarda da Delegacia Seccional de Polícia de Olímpia. Esse conjunto documental foi tratado e digitalizado pela equipe da Coordenadoria de Preservação e Ingresso de Acervos. Composto por fichas de identificação de estrangeiros residentes em Olímpia entre 1939 e 1942, o material é essencial para a compreensão da história local e da imigração no Estado de São Paulo.
No dia 27 de janeiro, a equipe do Arquivo Público realizou uma visita ao delegado da Seccional de Polícia de Olímpia, Marcelo Pupo de Paula. Os prontuários dos estrangeiros encontravam-se nas instalações da delegacia e eram consultados por pessoas interessadas em seus registros familiares para comprovação de solicitações de cidadania.
No mesmo dia, a equipe do Arquivo Público reuniu-se com o prefeito de Olímpia, Geninho Zuliani, o secretário municipal de Gestão e Cidade Inteligente, Max Mena, e a secretária de Cultura e Defesa do Folclore, Priscila Foresti, para discutir ações envolvendo a situação da documentação mencionada, bem como demais ações relacionadas com a gestão documental, uso do SEI e preservação do patrimônio vinculado ao folclore.
O recolhimento das 11 caixas de documentos relativos à imigração representa uma ação essencial para a preservação da memória social e para a construção da história de São Paulo e do Brasil. Esses materiais reúnem informações únicas sobre trajetórias de centena de imigrantes que contribuíram diretamente para a formação econômica, cultural e demográfica do estado. Ao serem incorporados ao Arquivo Público, esses registros passam a ser preservados de forma técnica, garantindo acesso seguro a pesquisadores, descendentes e instituições, fortalecendo a produção de conhecimento histórico e assegurando que experiências individuais e coletivas fundamentais para a identidade paulista e brasileira não se percam.


